Você me diz que é feliz,
E que tem tudo que sempre quis
Mas quando eu te vejo,
Não é esse o seu desjo,
Os olhos nos olhos,
Você me olha e sente medo
Porque sabe, que na verdade,
Está mentindo pra mim,
Falando do nosso começo, mas,
Querendo o Nosso Fim
O Nosso Fim
O Nosso Fim
O Nosso Fim
O Nosso Fim
Você já não olha mais pra mim,
E ainda assim diz que é afim
Mas quando eu te protejo
Dá uma desculpa e sai mais cedo
Não olha nos meus olhos,
Ou quando olha sente medo
Porque sabe, que na verdade,
Está mentindo pra mim
Falando do nosso começo, mas,
Querendo o Nosso Fim
O Nosso Fim,
O Nosso Fim,
O Nosso Fim,
O Nosso Fim,
O Nosso Fim,
O Nosso Fim,
O Nosso Fim,
O Nosso Fim.
Notas
Segundo o Chordbook de 2006: "(...)a dificuldade em se manter sinceridade num relacionamento humano, principalmente na complicada relação homem x mulher, ou da decepção e expectativa não correspondida por quem ama, e assim é muito fácil perceber quando duas pessoas estão realmente apaixonadas, ou quando apenas uma delas está... e quando o amor vira ilusão...(...)".
Falando das minhas lembranças mais sinceras, essa música foi feita num violão de naylon, em 2005, provavelmente o violão que o Anacleto havia me dado em 2004, e eu não lembro o contexto. Lembro de tê-la feito basicamente no sofá da sala depois de ter encontrado os acordes necessários. E fiquei muito feliz porque percebi que a música tinha vários movimentos até chegar no refrão.
Fui gravá-la somente 14 anos depois de compô-la e de seu primeiro registro, uma gravação digital , ainda encontrada no Youtube no meu canal.
Quando eu gravei , quis manter o máximo possível da essência original da gravação digital porque tinha muito sentimento contido nela, embora não fosse uma gravação perfeita e já estivesse há anos na Internet.
Em 2018 eu fui na Chácara de meu amigo Dinarte na qual registramos uma versão acústica dessa música em vídeo e embora não apareça no vídeo, meu amigo, Andrey Hans Havreluck também gravou a base para um vídeo caseiro que gravamos lá, os três tocando violão. Dinarte fez uma linha de baixo no violão dele. Eu copiei essa linha de baixo quando fui gravar a versão definitiva.
Eu já imaginava querer violoncelo fazendo um solo na música e acabei estruturando a música por começar nesse solo de violoncelo , depois na linha de baixo baseado no que o Dinarte havia tocado no vídeo em Janeiro de 2018. Copiei essa linha e adaptei para o sample de um baixo acústico.
Na hora de gravar o clipe, optei por uma estética doentia/trash pois a função do artista é , entre outras coisas, chocar a sociedade, então pesei nas tintas no que se trata do vídeoclipe oficial da canção.
Guitardo (Cosmópolis-SP, 10/03/1983) é um compositor e guitarrista brasileiro.
Seu primeiro contato com a música se deu em 1996 quando ganhou dos avós um teclado de brinquedo.
Percebendo o seu futuro potencial na música, sua mãe lhe presenteia com um teclado de verdade.
Ao longo daquele ano, as constantes visitas a casa de seu amigo Andrey o levam a trocar o teclado pela guitarra. E , acaba trocando seu velho micro-computador MSX por uma guitarra Tonante no final daquele ano.
A partir daí passa a se dedicar à guitarra.
Em 1999 ganha da mãe um violão e passa a compor suas próprias composições.
Guitardo compôs 20 músicas entre 1999 e 2005, retornando após esse período a projetos musicais paralelos e deixando sua própria carreira musical um pouco de lado. Mas em 2012 retorna para gravar suas composições e a partir daí uma nova leva de fãs começa a demonstrar admiração pelo seu trabalho, através do contato com seus videoclipes lançados pela internet.
Barão Vermelho, Cazuza, Pitty, Moska, Zeca Baleiro e Lulu Santos são os artistas que influenciaram diretamente no som que ele produziu de 1999 a 2005.
Quando a solidão
se apossar do seu coração
E escurecer e anoitecer, então ...
presta atenção, no tempo que a gente perdeu
Você e eu
E dá uma chance
Pro sol brilhar outra vez
E dá uma chance
pra mim e pra você.
E dá uma chance pra eu te conhecer.
E dá uma chance, pra conquistar você.
Quando a escuridão
Perturbar o seu coração
E entristecer e enraivecer, em vão ...
presta atenção, no tempo que a gente perdeu
Você e eu
E dá uma chance
Pro sol brilhar outra vez
E dá uma chance
pra mim e pra você
E dá uma chance pra eu te conhecer.
E dá uma chance, pra conquistar você
E dá uma chance pra eu te conhecer.
E dá uma chance, pra conquistar você
Notas
"Chance" foi uma música que nasceu sem querer, enquanto eu estava no meu quarto de madrugada, com o violão, tentando compor um pequeno motivo cadencial para a aula de composição do mestre Indioney Rodrigues, que à época, foi meu professor na UFPR , quando lá eu cursava música.
Mas a cadência foi ganhando corpo, e o que era um motivo cadencial para ser apresentado em aula, virou a introdução dessa música.Depois foram surgindo outros acordes e com a "cama harmÔnica" pronta, tive base para fazer a melodia da música em cima desses acordes.
A letra, diferente das minhas outras músicas com enfoque romântico, mostra a esperança da redenção e do amor reinar no coração de duas pessoas, embora , de uma forma geral, seja uma letra meio abstrata.
O mais interessante dessa composição, é que apesar dela ser bem linear, ela evolui de um modo que é difícil encaixá-la num gênero específico. Começa com batidas que remetem à bossa nova e a mpb em geral, mas a partir da Bridge da canção, que a prepara pro refrão, temos uma quebra de clímax que a aproxima mais de uma balada daquelas que existem às milhares.
E quando chega o refrão, novamente mudança no estilo da música. A batida lembra de alguma forma o pop sertanejo, embora essa não tenha sido minha intenção quando fiz a música. Acho que é porque os versos do começo são construídos em cima de acordes com baixo invertido e no final desaguam num refrão de harmonia simples com acordes maiores e menores, sem nada de especial.
Logo que terminei a música, pensei que era algo extraordinário, pois o refrão parecia ser chicletão, bem grudento. Hoje vejo que o refrão é meio fraco. Na época devia ter trabalhado mais nele. Talvez a melodia da Bridge da música seja mais memorável do que a do refrão. De qualquer forma, é importante porque a música passar por 3 gêneros diferentes, um que volta mais pra mpb, mesmo que quase que de forma involuntária, passa por um momento água com açúcar na ponte e no refrão deságua numa batida mais pop.
Não lembro por que, mas a época que fiz a canção, ao invés de optar por um fade-out - como seria o normal para esse tipo de canção - optei por uma mudança completa na estrutura da música, inserindo uma nova cadência em power chords, que construía um novo movimento de acordes, chamando atenção na música quase como um solo, sem necessariamente o sê-lo. Depois de gravada a música, vi que ficou importante, porque acaba inserindo um pouco de rock na música - mesmo que de forma involuntária, novamente - a enriquecendo um pouco mais.
Quando criei o clipe da música me baseei um pouco em eventos recentes ocorridos na minha vida nos últimos meses, e aproveitei dessa forma pra fazer uma homenagem a uma grande amiga minha. E embora o clipe em si não tenha a ver com a intenção romântica da letra, e com a proposta da mesma, casou muito bem com ela.
Há anos queria gravar esse cover, assim como de outros temas de jogos que estou ainda por gravar. Demorei muito a lançar no youtube pois estava insatisfeito com alguns ruídos e tentei consertar algumas rebarbas na guitarra solo, regravando algumas linhas. Ficou longe de ficar perfeito, porém, muitas pessoas gostaram e na necessidade de seguir em frente com outras músicas lancei-a no final de Fevereiro (2015).
Na verdade, essa música estava perdida. Ela é a versão original de "Ópera em Power Chord" que eu fiz na faculdade durante o ano de 2003.
Por muitos anos ela esteve perdida.
Encontrei , no mês de Setembro, ela num disquete de 3/1/2 e, tive que recuperá-la num arquivo .BAK pois a mesma tinha sido escrita na partitura do Finale.
Esse é o registro então, oficial, de Ópera em Power Chord. Costumo chamá-la de "Full Version", ou simplesmente, Ópera em Power Chord II.
Ela esperou as últimas lágrimas secarem
E ela ouviu os sinos da igreja tocarem
E essa foi a última vez que ela o viu
Depois ele partiu e sumiu
O último Adeus, que ela lhe deu
Dizia assim: "Meu amor, por favor, volta pra mim"
Ela esperou as feridas todas cicatrizarem
E ela ouviu as pessoas a sua volta debocharem
Do seu amor,
Que se transformou,
Num prato
Num grito de dor
O último Adeus que ela lhe deu, dizia assim
Meu amor, por favor, volta pra mim
Pra mim assim, pra mim assim
Notas
"O Último Adeus" foi uma música que eu compus em 2002.
Naquela época eu havia ingressado há pouco tempo na UFPR, muito embora, tivesse iniciado minhas composições em 1999. Na verdade, a faculdade não influenciou em nada o processo de composição dessa música, até porque ela não era um conservatório de música, mas sim, um curso voltado para quem já entendia de música e queria atuar lecionando em outras instituições, na verdade, uma grande decepção pra mim, mas deixemos isso pra lá porque não tem importância agora
Compus de madrugada, depois de voltar da zona, num violão no meu quarto. Essa música sempre teve cara de rock e foi assim que eu trabalhei o seu arranjo desde Maio desse ano.
Apesar de tocá-la desde 2002, apanhei muito pra escrever a bateria dessa música. Descobri que o tempo da música (pelo menos no refrão e em outros trechos) não está dentro do compasso 4x4. E com isso, demorei muito mais a escrever o seu arranjo e para conseguir gravá-la.
Na época, liguei para Dinarte, um amigo meu, e mostrei a música. Ele gostou e ficou com o refrão dela na cabeça.
A introdução com os power chords F5, A5, C5, A5, surgiu só no final, pois quando eu cantava o refrão da música sentia que o último acorde que caía em cima da última palavra parecia se prolongar e automaticamente em minha mente vinha esse motivo melódico.
Pensei que o motivo melódico teria mais impacto se fosse uma sequência de power chords, que no final, veio também a se transformar na introdução da música.
Na época foi uma canção que agradou a todos.
Ninguém falou pra ele ser ateu,
mesmo assim ele não crê em Deus, amém.
Ninguém falou que ele estava certo
mas como um profeta ele fura os pés nas pedras do deserto
do além
do mais, em seu coração pagão não há lugar para razão
porque ele crê que a razão o segue e não ele quem segue a razão, não
Mas quem somos nós, para julgar a ele , que com sabedoria nos dirá
que a sociedade vive numa eterna hipocrisia
onde homens e mulheres buscam a felicidade e no entanto trilham
o caminho do mal.
E assim segue a humanidade cega
Ninguém falou mas já está dito
e a mensagem se faz por escrito
Na dor alheia não governam senadores , nem os reis e nem os imperadores
Agora que nada sobrou, e que o mundo, quase acabou
podemos vê-lo escapar da morte , como num golpe de sorte
E sai triunfante por sobre os cadáveres e é ovacionado pela multidão
"Que confusão é essa ?"
"Pra que tanta aglomeração ??!"
"Mão na cabeça, vagabundo, é a polícia !!!"
"Não, não, não, não"
E é metralhado em praça pública
Fazer o quê ? Se Jesus Cristo também foi crucificado.
Notas
"Ele" , assim como "Merda de Situação", foi uma música que nasceu meio por acaso. Eu tinha comprado um violão folk da marca "Falcon" (nunca mais vi essa marca no mercado. Imagino que era genérico, sei lá) Fiquei com esse violão por 2 anos. Mas enfim, a história do violão pouco importa. Se bem que, passado uns anos vendi meu PSX e esse violão pra conseguir minha primeira Les Paul, uma réplica da Shelter. Bom, enfim, chega de "conversa paralela".
Assim como "Merda de Situação" e "Brasil", "Ele" não é uma música linear. É uma música que usa acordes simples, sem nada demais, mas devido a extensão da letra e as modulações de acordes dentro da música, que chega a subir um tom e meio em certo momento, modulando para os acordes mais graves que retornam aos acordes de origem do começo da música.
A principal influência, principalmente em termos de influência na melodia da música, foi a música "Por um Triz" de Rodrigo Pitta, que na época, era interpretada pelo Lulo Scroback (que segundo rumores, abandonou a carreira de cantor). Eu, quanto toquei essa cadência de acordes percebi que provavelmente estava usando a mesma cadência (embora pudesse até não ser o mesmo tom) da música "Por Um Triz". Porém , a partir do momento que a música se desenvolve, abordando outros acordes que levam a melodia pra outros lugares, a música ganha cara própria. A letra da música é enorme. Não sei se é a minha maior letra, mas é grande, e embora eu não seja apreciador da Legião Urbana, me senti motivado a escrever a letra inspirado na letra de 'Faroeste Caboclo', pois tinha a mesma redigida em uma apostila de interpretação do terceiro ano do ensino médio que eu cursava na época.
A música saiu aos poucos. Eu havia composto a música até o segundo verso. Eu errei muitas vezes durante a gravação e fiquei irritado. E nessa raiva, ao improvisar uma letra saiu o seguinte verso: "Na dor alheia não governam senadores, nem os reis e nem os imperadores que querem nos impor suas leis de merda(...) tomara que pegue fogo, assim como Roma, como Roma incendiou...".
Como a letra era muito extensa e se baseava em poucos acordes resolvi ir subindo o tom original da música (que está em Em) durante o desenvolvimento da mesma para que ela ficasse menos repetitiva embora haja mesmo pouca variação melódica em cima do tema. E aí, o que aconteceu é que a música acabou tornando-se "não linear", não é aquela música bonitinha pra tocar em rádio com parte A, B e refrão e um final épico. É uma música que usa quase sempre os mesmos acordes, porém, a modulação harmônica em cima da mesma e o verso do meio em que os acordes aparecem em uma ordem aleatória tornam a execução da mesma um pouco menos simples e mais difícil do que seria numa pura decoreba do estilo "parte A", "parte B" e refrão. Aliás nessa música, involuntariamente eu dei uma lição, em como criar uma música para não tocar no rádio, sem apelo comercial nenhum. Acho que essa é uma das minhas músicas mais inviáveis no quesito "indústria fonográfica".
Por fim, no começo desse ano quando comecei a transcrever a obra para o Guitar Pro senti muita dificuldade , não só pela não linearidade do tema, mas sim, acima de tudo por ter escrito a música em 4/4, e provavelmente usei a fórmula de compasso errado, porque pra ter uma sequência rítmica completa que se repete por toda música, usei um padrão de 3 compassos. O mesmo aconteceu quando escrevi no Guitar Pro "O Primeiro A Morrer De Amor" pois essas músicas usam a mesma levada de bateria.
Pensando exclusivamente na letra, resolvi que a música teria um caráter "progressivo", os instrumentos iriam surgindo nela durante as evoluções na história (letra). No final, acabei comprando um slide e usei nessa música, tanto no solo de violão , quanto nas bases de guitarra ao fundo.Ficou interessante, a música ganhou uma cara meio folk. Tentei inserir alguns elementos country (do country americano, da guitarra country, não dessa merda de sertanejo que fazem no Brasil)na música mas não fui muito bem sucedido por ser leigo nesse tipo de abordagem na guitarra, mas cheguei perto de fazer uma música em um estilo diferente de todas as minhas demais. Repeli qualquer ideia de inserir distorção na música porque não queria que tivesse influências de rock pois já tenho outras músicas com essas características.Quis fazer algo diferente e gostem ou não do resultado final, acho que consegui
Sobre a letra: A letra narra a tragédia de um homem que pensa ser um novo Messias, que pensa ter a solução para todos os dilemas da humanidade, mas na verdade, mesmo sem saber, não passa de um farsante. Em uma tragédia na qual o mundo quase acaba, é abordado pela polícia que o mata na frente de uma multidão de sobreviventes. Na conclusão da história é que se percebe que na verdade, o falso profeta não passava de um lunático iludido, que, acreditava tanto na própria mentira,e nisso acabou enganando muitos também (a ponto de ter seguidores/adoradores, etc).
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas cagadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Prá mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
Notas
Eu peguei a base pronta na net, só excluí a linha da guitarra e da melodia e gravei a voz e a guitarra, obviamente. Transformei a bateria e o baixo do midi em instrumentos virtuais. Há um tempo eu vinha querendo gravar um cover popular pra aumentar as minhas visualizações no letras.mus.br e no cifraclub. Quando gravei "Menina te amo tanto" pro projeto da Gosma Metálica, as visualizações aumentaram significativamente na net. Enquanto eu não assino com uma gravadora vou seguindo essa estratégia
Eu alterei um pouco a letra, uma pequena licença poética, e ao invés de "minhas mancadas", alterei para "minhas cagadas". Na questão léxica não muda muita coisa , uma vez que estou dizendo a mesma coisa com outras palavras. Talvez irrite um pouco os puritanos, mas esses na boa, fodam-se, eu sempre fui politicamente incorreto e não vou mudar pra agradar quem sequer paga as minhas contas ;D.
Até o Frejat canta essa letra alterada, ao invés de "por você eu largo tudo", faz uma versão mais piegas e canta "por você eu FAÇO tudo" - realmente pro marketing dele talvez seja melhor pagar de bonzinho, deve aumentar as vendas, principalmente pras tiazonas que não conseguem um macho e se masturbam pensando nele. Enfim ... é isso. A gravação ficou aquem do que eu esperava na verdade , mas , tava de saco cheio de mexer nessa música e lancei assim mesmo. O importante é que minhas músicas autorais fiquem bem gravadas. Não to dando muita bola pros covers não.
Mais uma vez você vai chegar atrasado
E você vai perder a hora no trabalho
Mais uma vez quando você chegar em casa
Com certeza a comida já vai estar gelada
E as ratazanas irão boiar na sua privada
sem que você possa reclamar de nada
Mais uma vez esqueceu que não tem empregada
Mais uma vez você não consegue se lembrar de nada
E mesmo quando a vida pareceu lhe dar uma chance
Você não perdeu a chance de ser um ignorante
E mesmo quando o sol pareceu brilhar pra você
Você pareceu não entender
Mais uma vez você vai tropeçar na escada
Talvez perca o dedo, tamanha a dor da topada
E mais uma vez você não entende nada
E mais uma vez todos riem de você
Que continua sem entender o porquê
mais uma vez, essas coisas acontecem com você
Mais uma vez esqueceu não é inteligente,
Mais uma vez pensou que fosse gente
E mesmo quando a vida pareceu lhe dar uma chance
Você não perdeu a chance de ser um ignorante
E mesmo quando o sol pareceu brilhar pra você
Você pareceu não entender
Notas
Segundo o meu chordbook, compilado em 2006, eu havia composto um reggae.
A harmonia era a mesma mas a batida e a letra eram outras.
Eu mostrei ao Andrey (pelo telefone) e ele achou uma merda, e segundo consta no chordbook , me disse que não tinha problema porque eu não era um compositor desse estilo musical.
Eu compus essa música em 2001 e o ano não só pra mim, que tava curando um ressaca amorosa na época de uma história de amor frustrada, fora que tava sendo chamado pra me alistar no exército, atentado de 11 de Setembro, etc... enfim tava sendo um ano tenso. Não só pra mim como tb pros EUA e pro resto do mundo... nenhuma das 3 músicas que eu compus nesse ano foram das "melhores" no sentido de mensagem, sendo que uma delas teve até inspiração de Legião Urbana, que de fato, foi uma banda da qual eu nunca gostei muito. Não desmereço os méritos de Renato Russo enquanto letrista e de toda sua trupe mas me identifico muito mais com o som e a letra de Cazuza, Barão Vermelho, Lulu Santos e etc...
Bom perdi o foco... O fato é que a letra está longe de ser das melhores que eu compus, mas, tendo em vista a recepção que a música original (o reggae) havia tido , resolvi fazer outra letra a partir do zero e ao invés da letra ser uma letra questionadora ela é um hino em homenagem às pessoas menos providas de atenção/sorte/inteligência... etc... a mensagem é direta mas não é direcionada a ninguém específico (até porque quem costuma fazer isso em suas músicas é o senhor Axl Rose, sempre dando indiretinha pra alguém nas entrelinhas).
Lendo o chordbook lembrei que a principal influência (em termos de letra) é a música "Down em mim" do Barão Vermelho muito embora uma letra não tenha nada a ver com a outra. Lembro que depois de mostrar a música novamente ao Andrey ele comentou que o nível de "acidez" da letra remetia às músicas do Cazuza.
Falando da música: Depois que remodelei ela e mantive apenas a harmonia sempre pensei nela como uma música de rock com a guitarra bem distorcida e a bateria arrebentando.Pois bem, quando fui fazer o arranjo, consegui caprichar na base da guitarra e a gravei umas 4 ou 5x , sendo cada uma com uma característica diferente. Numa o pedal estava com os agudos bem abertos, na outra estava com eles fechado, numa outra configuração usei o pedal nas configurações mínimas pra ficar com o som mais crunch e poder alternar acordes maiores e menores com os power chords que eu havia gravado nos overdubs de guitarra anteriores. Usei um pedal clássico da Boss pra gravar a maioria das bases: o METALZONE (BOSS MT-2).
Quando eu fui escrever o refrão , pensei em quebrar a bateria e dar mais movimento ao baixo e fazer uma guitarra base mais limpa no contratempo, o que de fato faria uma menção de leve ao reggae ou ao ska (pelo andamento da música: 165 bpm)mas vi que ficou uma merda sem tamanho e resolvi então apenas modificar a base da guitarra e dar movimento ao baixo mantendo a bateria fazendo o mesmo ritmo dos versos. Ficou melhor do que a tentativa de criar um reggae no refrão. Acho que é só.
5 de jan. de 2013
HEAVY FUEL
STREAMING
Download aqui! Autor:Mark Knopfler
Last time I was sober, man I felt bad
Worst hangover that I ever had
It took six hamburgers and scotch all night
Nicotine for breakfast just to put me right
cos if you wanna run cool
If you wanna run cool
If you wanna run cool, you got to run
On heavy, heavy fuel
My life makes perfect sense
Lust and food and violence
Sex and money are my major kicks
Get me in a fight I like dirty tricks
cos if you wanna run cool
Yes if you wanna run cool, you got to run
On heavy, heavy fuel
My chicks loves a man whos strong
The things they'll do to turn me on
I love the babes, dont get me wrong
Hey, thats why I wrote this song
I dont care if my liver is hanging by a thread
Dont care if my doctor says I ought to be dead
When my ugly big car wont climb this hill
Ill write a suicide note on a hundred dollar bill
cos if you wanna run cool
If you wanna run cool
Yes if you wanna run cool, you got to run
On heavy, heavy fuel
NOTA: Heavy Fuel é uma música da banda inglesa Dire Straits lançada no último disco de estúdio deles: On Every Street, e foi bastante executada durante a turnê que originou o VHS/DVD On the Night.O gênero da música é considerado "rock de raiz" (roots rock).
É uma crítica aos excessos dos roadies e seus vícios e comportamentos.
A frase "You gotta run on heavy fuel" foi extraída do romance "Money" de Martin Armis, no qual Knopfler se baseou para escrever a letra.
Havia um tempo tinha encontrado a base da guitarra na internet transcrita pro Guitar Pro. A base de guitarra estava errada e através de um trecho de midi que eu consegui na net comecei a escrever a bateria da música e terminei por escreve-la inteira. Meu amigo Khalil conseguiu escrever a linha de baixo e durante muito tempo a midi ficou parada. Esse ano finalmente consegui gravar essa versão embora ela pudesse ter ficado melhor. Enfim, estou me dedicando a caprichar mais nas minhas músicas próprias do que nos covers que venho gravando ;D
Gravei a música usando efeitos do programa Guitar Rig e todas as bases de guitarra foram gravadas com uma Squier Vintage Modified Series Strat.
14 de out. de 2012
ÓPERA EM POWER CHORD
STREAMING
Download aqui! Autores:Guitardo Ano:2003 Gravação:2012 NOTA:
Compus essa canção no piano da faculdade em 2003. Depois, no mesmo ano cheguei a criar uma versão inacabada de 2 min. e pouco incluindo solos de conjntos de violino e caompanhamento de orquestra, retomei por vários anos a música desde o começo, mas, desde a última vez que tentei , esse ano, recria-la em sua plenitude no Guitar Pro, o plano de fazer uma obra mais extensa não se concretizou e ela acabou se tornando uma obra minimalista pra piano e cello.
Se eu corro atrás de você e você nem aí
O que é que eu vou fazer ? O que é que eu vou fazer?
Se eu tento aparecer mas você não me vê
O que é que eu vou fazer? O que é que eu vou fazer?
Se eu te mando rosas e você as joga fora
O que é que eu vou fazer sem você?
Mas quando eu te esqueço você corre atrás de mim
Mas quando eu te esqueço você corre atrás de mim
Se outra pessoa aparecer na sua vida você vai me esquecer?
Você vai me esquecer ?
NOTA: Essa é a minha segunda composição. Música de número dois. Não estou lembrado das circunstâncias que me levaram a compor essa letra. Provavelmente tocando os acordes da canção achei que eles induziam a essa letra.
Confesso que o segundo acorde dessa música sofreu influência do Paulinho Moska, "chupei" esse acorde da música "A Seta e o Alvo", mudei o resto da cadência e compus uma obra um tanto quanto minimalista.Também "chupei" do Led Zeppelin as inversões de "Am" e "C" que aparecem na introdução e no decorrer da música. São as mesmas inversões que são dedilhadas em "Stairway to Heaven". Das minhas músicas é a que menos tenho orgulho.
A letra em si é redundante e não fala de nenhuma situação especial que mereça citação. É uma coisa do cotidiano.Porém as pessoas pra quem mostrei essa música (principalmente com esse arranjo) têm gostado.Bom, eu gravei essa música e a registrei oficialmente pra ela não ficar renegada.Assumo a canção.Uma canção pop com uma letra que atinge o ápice do brega. LOL.
Quando descobrirão uma solução Para os crimes da favela de São João? E para o tráfico de drogas e pro de armas, também ? De menores que vêm ganhando barriga A viver de miséria Pois nunca tem dinheiro pra poderem se sustentar A bolsinha é preciso rodar.
E quando enfim saem de seus barracos Sempre é pra comprar pedras e bater carteira Todos culpam o sistema Mas ninguém tenta combater o problema E quem se importa com decadência e violência na rua? Quem se importa com as milhares de mortes no Brasil?
O Brasil é assim, O Brasil é assim O Brasil é assim, O Brasil é assim
Enquanto isso numa mansão de um ricaço De carro blindado e guarda costas armados Rola uma festinha com um bando de viciados Que investem nisso todo o dinheiro Enquanto outros, sem, morrem de fome
Descobrem em Brasília um caso de corrupção, Enquanto paralmentares aumentam os seus salários, Ninguém está nem aí,
O Brasil é assim, O Brasil é assim O Brasil é assim, O Brasil é assim NOTA: Compus essa música em 1999. Em 2006 eu criei um Chordbook com a cifra das minhas 20 composições, e, nesse Chordbook, havia anotações a respeito do contexto de cada música. Lendo a anotação eu lembrei de coisas que minha mente já tinha até apagado da memória, como por exemplo, que numa das primeiras versões o refrão era "O Brasil é essa bosta".
Quando eu compus a letra a príncipio era uma paródia escrachada da música Haiti de Caetano Veloso muito embora a paródia fizesse referência somente à letra da música dele e a harmonia seja completamente diferente.
A introdução era Am/Am5+. No entanto, em 2000 a primeira vez que gravei essa música usando um software chamado MTV MUSIC GENERATOR, resolvi incluir uma cadência que eu havia feito dentro da música e que aparecia duas vezes durante a execução: Am/Dm/C/G.
Como disse acima a letra da música era uma paródia do rap social "Haiti" de Caetano e Gil. Dessa forma, eu mudei através dos anos essa letra várias e várias vezes para que a paródia fizesse sentido. No final, a música adotou também o mesmo tom de crítica social. Porém, apesar de nessa gravação eu usar um instrumento chamado "Orchestra Hit" , que aproximaria a música do estilo citado antes, ela tornou-se uma canção de protesto em ritmo de rock.
7 de mar. de 2012
SUPERAFIM
STREAMING
Download aqui! Autores:Adriano Cintra/Carlos Dias/Clara Ribeiro Ontem quando eu acordei Ah, eu tava tão cansado Eu me olhei no espelho e me lembrei De quando você falou que não me suportava
Mas na verdade eu também nunca te aguentei Por muito tempo então nem sei porque me preocupei Vê se me esquece, eu cansei Vê se me esquece, eu cansei
Mas, agora que eu cresci Eu sou um rei e não te quero mais aqui Me tornei um cara ousado E de você não quero mais nada
Agora vê se se toca que eu me toco também Eu sou um rei e não preciso de ninguém Vê se me esquece, eu cansei Vê se me esquece, eu cansei
Vinil, baguete Pelica, me esquece Chic, agreste Superafim, superafim, superafim de mim
Sapatênis de vinil, bolsinha baguete Luvinha de pelica, você não me esquece Lesbian chic, sapacaxa do agreste Superafim, superafim, superafim de mim
Sapatênis de vinil, bolsinha baguete Luvinha de pelica, você não me esquece Lesbian chic, sapacaxa do agreste Superafim, superafim, superafim de mim
Superafim, superafim, superafim Superafim, superafim, superafim de mim
Superafim, superafim, superafim Superafim, superafim, superafim de mim NOTA: Essa música foi composta originalmene pra ser interpretada por uma mulher. Por isso, me vi obrigado, por licença poética, alterar a letra da música pois pegaria mal dizer que "sou sereia e não preciso de ninguém" sendo eu homem. Fiz uma leve alteração que acredito que não comprometeu o contexto da música e muito menos a métrica. O pessoal obviamente fica escandalizado quando eu vou pro pop, porém recebi boas críticas até agora sobre a minha releitura.Quero ver o que o pessoal vai dizer quando eu começar a gravar covers do RBD, haha, e é sério.